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sábado, 9 de abril de 2016

Sobre a demissão de João Soares

Claro que melhor fora que João Soares não tivesse dito aquilo. Claro que o excesso verbal causou desconforto ao Primeiro-Ministro e ao Governo. Claro que não é linguagem recomendável para um Ministro. Até aqui, tudo claro.
 
Todavia, do caso concreto para diante, não será assim tudo tão claro. Legítimo será questionar sobre qual dos males é maior para a sã convivência democrática. Se um desabafo sob forma de "post" no FB, ou se o desencadeamento, também no FB, de um grito gutural, a exigir a cabeça e o escalpe de um político, para gáudio de instintos bem mais bárbaros que a promessa de um tabefe.

Assim, a demissão do Ministro da Cultura só é adequada na medida em que constitua um acto edificante para o Estado de Direito Democrático. Mas nunca a "execução sumária" de um governante por "dá cá aquela palha".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Governo, mega swap


A TSF deve um pedido de desculpas aos ouvintes. Foi mais de uma hora a anunciar «em primeira mão», com comentários fervilhantes e análises patéticas, a saída de Gaspar e a sua substituição por Paulo Macedo. Afinal a telefonia enganou-se. Reconhecendo-o, fica desculpada.

O que não tem remissão possível é a casmurrice e o isolamento político de Passos Coelho. O Primeiro-Ministro há muito que está «ferido na asa». Com a troca do inenarrável Gaspar pela simpática Maria Luís Albuquerque, o que poderia ser um «refreshment» acaba por fazer de todo o Governo um «mega swap». Paulo Portas tem agora mais força. E mais razões para «deitar fora o menino, juntamente com a água do banho».