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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Buena Suerte, Señor Rajoy!

“Juro cumplir fielmente las obligaciones del cargo de presidente de gobierno con lealtad al Rey y guardar y hacer guardar la Constitución como norma fundamental del Estado”, proclamó Rajoy con una mano sobre la Constitución y la otra sobre la Biblia. (...)
Fonte: La Tribuna, 21.12.2011

Não curamos agora aqui do perfil de Mariano Rajoy, do seu percurso, da surpresa geral que foi o elenco  governativo que escolheu, sobretudo Soraya Sáenz de Santamaría para Vice-Presidente, ou das palavras que proferiu.

Atemo-nos num aspecto solene apenas:

Em Espanha o Presidente do Governo, que equivale ao nosso Primeiro-Ministro, no acto formal da tomada de posse presta juramento perante o Rei, colocando a mão direita sobre Constituição e a esquerda sobre a Biblía, diante de um crucifixo, como se vê na foto.

Será que tal rito faz com que Espanha seja democrática, pluralista ou tolerante que Portugal?
Por que será que ainda não acabaram com essa tradição do lado de lá da fronteira?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Impressionante

Mariano Rajoy fez um discurso de vitória simples, forte e bom. No plano externo, foi direito ao ponto. Dizer claramente à Europa que Espanha é grande no Mundo. Que vai levantar voz na UE de modo tão vigoroso quanto responsável.

Portugal também tem para dizer de sua justiça. 
O Estado-Nação mais antigo da Europa também é grande no Mundo. Oito séculos de independência deram aos portugueses uma sapiência incomensuravelmente maior que a de todos os eurocratas e técnicos da troika juntos.
O tom, a forma e o momento compete ao Governo. 

A força da «mensagem», essa, bem pode ser retirada daqui:

É revelador. Impressionante. Único. Nosso.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ventos de Espanha


A retumbante vitória do PP Espanhol nas eleições regionais e municipais deste Domingo é mais que meio caminho andado para que a Moncloa passe para as mãos de Mariano Rajoy, já nas legislativas do próximo ano, caso não se realizem mesmo antes. Tendo Zapatero anunciado previamente a sua saída, ainda que com outra liderança, parece praticamente impossível que o PSOE seja capaz de se levantar dos escombros.

Curioso é notar que este ciclo dos socialistas espanhóis no poder, tanto o início, em Abril de 2004, como no fim, neste Maio de 2011, fique marcado por manifestações espontâneas, convocadas através das redes sociais. Há seis anos, a revolta que se seguiu ao ataque na Estação de Atocha foi determinante para que Espanha mudasse de rumo. Hoje, "a bomba" de 5 milhões de desempregados representados por  milhares na Puerta del Sol, tê-lo-á sido igualmente.

Se quando "Espanha espirra, Portugal constipa-se", importa observar ainda o paralelismo, de um lado e outro da fronteira:

José Sócrates chegou a Primeiro-Ministro menos de um ano após José Luis Zapatero, e corre agora o risco (o triste comício do PS em Évora, mais que o último debate, foi ilustrativo) de deixar o cargo menos de um ano antes do seu homólogo.

O tónico está dado. Os ventos de Espanha sopram a favor de Pedro Passos Coelho. No primeiro dia de campanha e a duas semanas das eleições, o PSD teve a sua primeira vitória, sem sombra de dúvida.