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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sair disto - um grande movimento cívico


O maior problema da política em Portugal é o do exemplo cívico. O segundo maior problema é o da liderança. O terceiro maior problema é o do sentido de serviço. Sem isso não há comunidade local, regional ou nacional que resista.
 
Anos e anos promover a mediocridade, em vez do exemplo cívico. Anos e anos a promover o caciquismo, em vez da liderança. Anos e anos a promover o chico-espertismo, em vez do sentido de serviço... tudo isso deu nisto.
 
E isto, como toda a gente sabe, foi... gangrenando, desde as autarquias até ao topo do Estado.
 
Nem tudo é mau, claro que não. Há muita gente válida, claro que há. Fazem-se muitas coisas bem feitas, claro que sim.
 
Mas ao ponto a que o País chegou, isso, só por si, já não chega para inverter a tendência de "nivelar por baixo". Urge que se forme um grande movimento cívico.
 
Urge convocar em Portugal os bons exemplos. Urge convocar em Portugal os melhores de cada comunidade. Urge convocar em Portugal quem melhor saiba interpretar e possa exercer o serviço da causa pública.
 
Urge, também, transmitir isto aos mais novos. E que as novas gerações aceitem esta missão, tomando nas suas mãos o ideal de construir um País novo.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Basta!



Que este Governo (quem tiver olhos de ver, bem vê que tem sido a capa da Troika a dar-lhe ares de governança), é o pior Governo que Portugal já conheceu desde o 25 de Abril, já sabíamos.

Que este líder do principal partido da oposição (que há pouco veio falar à tv, com aquele ar de periquito que sentiu o cheiro da alpista), é o pior líder do Partido Socialista que Portugal já conheceu desde que o PS foi fundado em 1973, também já sabíamos.

Se este Presidente da República é o pior PR que Portugal já conheceu desde o 25 de Abril, falta pouco para ficarmos a saber.

Já não nos questionamos sobre se vamos poder pagar a dívida, que não vamos.
Já não nos questionamos sobre se este sistema político tem salvação, que não tem.
Já não nos questionamos sobre se esta III República tem remédio, que não tem.

Será Portugal um Estado inviável? Adensa-se o chumbo dessa nuvem.

E agora?

O PR, pouco habilmente, é certo, não soube nem teve força para chamar os partidos à razão.

Agora, resta lutar por todos os meios (pacíficos) para «limpar do mapa» estes partidos, estes líderes e esta classe dirigente. Literalmente. Depressa!

Agora, todos os cidadãos têm de sentir e responder, de uma vez por todas, à mais alta chamada do dever, que a Pátria agoniza, e nós com ela.

Pela Paz. Pelo pão. Pela Liberdade. Por nós, que queremos viver na nossa terra!

Façam-se já boicotes a todas as iniciativas político-partidárias. E quem possa hesitar, receando represálias, que não vacile nem tenha medo.

A escória que nos governa e a parasitagem que manda nos partidos não alimenta ninguém. Alimenta-se. Sem «clientela» morrem à fome.


Desta vez, basta. Brincar aos acordos, a fingir que são responsáveis, do modo como o fizeram, é demasiado grave. Indesculpável. 

Acreditem. Essa malta é cobarde. A maioria, uns cobardolas que no dia em que virem força pela frente são os primeiros a juntar-se ao coros de protestos para safar a pele.

Acreditem. No dia em que os portugueses acreditarem que são mais fortes que eles, Portugal em menos de uma semana vira esta página da História.


Acreditem.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Calado e quieto

Desde sempre empenhado na defesa da causa pública e após muitos anos a encarar Portugal como o Estado que deveria ser, forçoso é concluir que o modo e as motivações desse suposto préstimo estavam erradas.

Afinal, as instituições estão muito bem entregues e a «res publica» muito bem guardada. Começando pelo cume, nos órgãos de soberania, passando, montanha abaixo, pelas vertentes da administração pública, e terminando, no sopé, pelas autarquias locais, assim como miríades de instituições que gravitam em torno do poder de receber receitas de mão-beijada.

Depois, e transpondo a coisa para o plano da cidadania, a vida ensina que, tal como na política, acautelado é fazer de morto. Convicção? Opinião? Intervenção? Que estupidez... nem pensar! Há quem faça isso por nós, e ainda receba soldo. Os partidos têm fiéis intérpretes que nos garantem a melhor articulação entre os projectos de sociedade que se nos oferecem e a respectiva prossecução, por via d...a governança e da lei.

Por fim, algo que não é de somenos:
Portugal é um «T1», o que pode ou não ser uma vantagem. Conhecemo-nos todos. Pelo nome, pelo apelido, pela prima, pelo tio, pelo amigo, pelo colega, enfim... por uma vizinhança qualquer. Vai daí, sabemos que nunca sabemos quando é que estamos a ofender alguém «bem posicionado», paternalista, que por nos querer bem, ao mais leve dos gestos logo nos sussurra que o melhor é estarmos quietos e calados, pois «tudo se resolve» e não vale a pena «complicar as coisas».

Entre «isto» e o Estado Novo qualquer semelhança é mera coincidência. Deve ser. Com a diferença que no «Estado Novo» eram menos aqueles que corriam o risco de tratar por «tu» alguém «bem posicionado». E não havia Facebook...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Chatham house rule eleva o debate

 
Na falta de melhor argumento, lá vem o argumento geralmente usado para convencer os indígenas:
 
«Lá fora faz-se assim»...
 
Foi o que aconteceu no primeiro dia das conferências do Palácio Foz, o tal debate em que Passos Coelho muto queria ver a sociedade civil envolvida. 
 
E assim singrou a Chatham house rule, de imediato subscrita por Arnauts & Companhia.   
 
Diz-se que a regra permite que os participantes falem com toda a liberdade, e que é propiciador de um debate franco sobre os temas em causa.
 
Talvez seja. Mas para outro tipo de reuniões: o Conselho de Ministros, por exemplo, ou até encontros entre conhecidos comentadores políticos e membros do Governo...
 
Neste caso, uma vez que, está visto, o debate pouco mais serve que para emoldurar as «dúvidas» do Secretário de Estado Carlos Moedas, em vez de dizerem que iam utilizar a Chatam house rule, bem podiam ter dito, «os governos tecnocratas fazem assim» ou, «no Estado Novo fazia-se assim».
 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sistema bloqueado


A sondagem divulgada esta semana pela Universidade Católica, sobre a avaliação que os portugueses fazem do Governo, tem muito que se lhe diga e permite várias leituras, embora seja facto, como diz o JN, que "... A perceção que os portugueses têm do Governo é cada vez menos favorável, mas o PS perde credibilidade como alternativa. Aparentemente contraditórias, são estas as conclusões...".

Lançados os dados, se tivermos em conta, entre outros aspectos, o adensar da ideia que Portugal precisará de um 2º Programa de ajuda externa - baptizados com nomes diversos, consoante as instituições ou protagonistas e respectivas posições - bem como o pulsar da opinião pública noutros países da União Europeia com eleições à vista, este «cocktail», quando traduzido internamente no campo político-partidário, faz-nos antever um bloqueio do sistema.

Qualquer que ele seja, o período da intervenção externa irá constituir-se como um marco muito vincado no tempo, nas mutações políticas e, uns anos mais adiante, no modo como será escrita a História. Neste caso, existirão as forças políticas «da Troika», aquelas que subscreveram  o pedido de ajuda, e também aquelas que, ainda que o não tendo assinado o Acordo, não compareceram nas conversações. Todas, de uma forma ou de outra, acabarão por ficar conotadas com esta «subjugação nacional», para mais, quando foram estas mesmas forças que, ora no governo ora na oposição, para o bem e para o mal, conduziram o destino dos portugueses nos últimos 35 anos.

Passada o tempo da Troika, caso não ocorram sobressaltos dantescos, o sistema estará esgotado e a virtude estará no «novo», do lado daqueles que nem nos empurraram para aqui, nem tiveram de chamar o FMI. Mesmo que, no fim desta fase, se tudo correr bem, a avaliação fôr que «não havia outro remédio» e que o que foi feito tinha de ser feito, os cidadãos dificilmente quererão saber do «partidos do Pacto» (PS, PSD e, este menos, o CDS/PP), tal como dos «partidos da rua» (CDU e BE). É um pouco aquela imagem de ganhar a guerra e depois perder as eleições, sendo que, aqui, quase todos perderão nas suas tradicionais bases sociais de apoio.

No «pós-Troika», de duas uma: ou a vida política é capaz de se reestruturar, reconfigurando, acolhendo e gerando novas forças, ou a sociedade portuguesa - como a de outros países - corre o risco de cortar de vez os frágeis laços que ainda vão dando um «aspecto de legitimidade» aos debilitados poderes instituídos, expondo-se, assim, por omissão, o «sistema imunitário» da democracia a agentes de matriz radical, cuja essência não se coadunará com um patamar comum de valores que tínhamos dado por assentes. É que, a «descompressão social», ensina-nos a História, só se faz de duas maneiras: com reformas, ou à força.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Boa resposta

“Num momento de crise económica e de crise de valores no contexto europeu, é fundamental encontrar novos mecanismos de participação, de representatividade, de envolvimento dos cidadãos, para que a resposta não venha a ser uma deriva antidemocrática”, defendeu Jorge Moreira da Silva.

Durante a apresentação da Plataforma para o Crescimento Sustentável, à qual preside, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva sustentou que “a insatisfação dos portugueses com a sua democracia é algo que está atestado, está verificado” nos estudos que têm sido publicados.

“Queremos levar a democracia mais longe”, afirmou.

O vice-presidente do PSD apresentou a Plataforma para o Crescimento Sustentável como uma associação cívica sem filiação partidária e sem fins lucrativos que defende, entre outros princípios, “mais liberdade aos cidadãos e menos influência ao Estado”, a promoção da “flexibilidade e segurança no trabalho” e “uma economia verde”.

Esta associação “já tem seis grupos a trabalhar”, conta mais de 300 associados e pretende divulgar “um relatório para o crescimento sustentável até ao final do primeiro semestre do próximo ano, identificando medidas estratégicas e concretas para libertar este potencial de crescimento”, adiantou.

No seu discurso, o fundador do PSD Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho Consultivo da Plataforma para o Crescimento Sustentável, defendeu igualmente a necessidade de serem encontradas “novas vias de participação democrática”, em defesa da liberdade.

“Se queremos preservar a liberdade, temos de encontrar novas vias de participação democrática e de cidadania que nos protejam do crescente predomínio da segurança como prioridade e da consequente devassa da nossa privacidade”, considerou.

O presidente do grupo Impresa e antigo primeiro-ministro apontou a Plataforma para o Crescimento Sustentável como “um instrumento para a preservação da liberdade da pessoa humana, o que implica a descoberta de novas vias, não apenas políticas, mas também económicas e, sobretudo, de justiça social”, justificando com isso o facto de ter aderido a este projecto.

Fonte: Público online (25.10.2011 - 00:15 Por Lusa)