sexta-feira, 14 de maio de 2010

Terra de Santa Maria

Tem sido impressionante a forma calorosa como os portugueses estão a  a receber Sua Santidade, o Papa Bento XVI, nesta sua primeira visita a Portugal. Caso para dizer que nesta Terra de Santa Maria há Fé, há hospitalidade e muita fome de valores e espiritualidade, também. 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma pergunta

A propósito do insólito "azar" de Ricardo Rodrigues na Assembleia da República quando dava uma entrevista à Sábado, fica a pergunta, considerando que o Senhor Deputado é Vice-Presidente da Bancada Parlamentar do PS; Político benquisto entre os socialistas; Distinto defensor do Primeiro-Ministro, na Comissão de Inquérito ao caso PT/TVI; Destacada figura pública nacional; Ilustre Advogado com reconhecida notoriedade na praça; Cidadão tido por pessoa de bem:

O que aconteceria, caso se tratasse de um responsável político que não tivesse estes pergaminhos todos, e se as circunstâncias em que se "precipitou" não fossem conhecidas de todos?

O que faria o colérico entrevistado aos jornalistas em situação idêntica, caso fosse um normal membro de um Governo Regional, um desconhecido presidente de Câmara, ou um vulgar presidente de Junta de Freguesia, por exemplo? 
Esmagava os gravadores a pontapé? Atirava-os à cabeça dos jornalistas? Saía, fechava a porta, levava a chave consigo e sequestrava os entrevistadores? Ligava ao director e dizia que a publicidade mensal do costume seria cortada? Ameaçava os jornalistas lembrando-lhes que tinham filhos para criar e o leite podia faltar lá em casa?

Afinal, quantos episódios destes acontecem no "País real", sem que seja deixado rasto ou fique registo? 

É triste. Muito triste.        

Mário Soares - não há pai pra ele

Ainda ontem, na entrevista a Mário Crespo, mostrou «como é que é». Carisma, sabedoria, simbolismo, audácia, intuição, coragem, lúcida percepção do sentimento popular, pulsão emotiva, estilo, linguagem que a todos diz, voz pátria. Toca, goste-se ou não. Soares toca.
Portugal está lotado de gente na política mas tem muito poucos políticos, na acepção clássica.
Portugal tem falta de políticos autênticos. Natos.
Soares é um político enorme. Uma referência, tanto cá dentro como lá fora. Portugal precisa de referências.

Não há comparação possível com os seus sucessores em Belém. É o dia e a noite. A água e o vinho. O azeite e o vinagre. Como diz o Povo, não há pai pra ele. Soares, que não é economista, "mexe com os mercados".

Soares não teria vindo fazer uma declaração ao País sobre o Estatuto dos Açores, ou sobre um caso de vulnerabilidades informáticas no seu computador. Mas Mário Soares, quando diante da iminente bancarrota, já tinha tido rasgo bastante para falar com os portugueses. Da mudez não reza a História, sobretudo quando há silêncios que gritam alto e quando a história acaba mal.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Curta-metragem nacional


Inês de Medeiros abdica de viagens pagas

A deputada socialista Inês de Medeiros comunicou esta segunda-feira ao presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama, que decidiu prescindir da comparticipação do Parlamento nas suas despesas de deslocação a Paris, cidade onde reside (...)
Correio da Manhã, 03.05.2010

Que me desculpem-me, meus Senhores, mas rectidão e lisura de procedimento não é nada disto!
Das duas uma:
Ou a Senhora Deputada tem direito a que a Assembleia da República lhe pague os bilhetes das viagens para o domicílio que indicou depois de eleita (Paris), ou não tem.
- Se tem (e aí é que o tautológico despacho "mete o pé na argola"), aplique-se a regra;
- Se não tem, indefira-se a pretensão da Requerente.

A hipocrisia pessoal dos detentores de cargos públicos tem limites. Vejamos:
- Depois de meses de discussão na A.R., por causa de uns bilhetes de avião, em a Deputada fez tudo para reivindicar o seu alegado direito (só faltou um Parecer do Prof. Freitas do Amaral);
- Depois de, finalmente, ter sido proferido Despacho favorável sobre tão espúria dúvida;
- Depois da Deputada ter rejubilado, por lhe ter sido feita "justiça";

Vir agora Inês de Medeiros renunciar ao que lhe fora atribuído por quem competia decidir é escarnecer do Órgão de Soberania que integra.
A Assembleia da República deve dar-se ao respeito, jamais podendo admitir que um deputado lhe "cuspa na cara".
Se Inês de Medeiros achava que tinha direito antes do direito lhe ser reconhecido, não pode agora vir dizer, "afinal, pensando bem, não aceito a esmola".

Resultado:
Agora, e com a devida vénia aos nossos Ilustres Administrativistas, só vejo uma "saída" para a A.R., que não pode, de todo, ficar em tão vulnerável e indigna situação.

Aqui fica, pois, um esboço do que deve ser estipulado.

Determina-se que:
1. Para efeitos de abonos, despesas de representação e outras subvenções a que tenham direito no exercício do seu madato, o domicílio do deputado presume-se os do Círculo Eleitoral por é eleito, salvo quando venha requerer fundamentadamente que lhe sejam atribuído outro dentro do território nacional.

2. O pedido de alteração do domicílio depende de autorização expressa da Assembleia da República.

3. Exceptua-se do disposto nos números anteriores os casos dos deputados eleitos pelos Círculos Eleitorais da Europa e Resto do Mundo.

Da próxima, os "Chefes" (ou capatazes encarregues das diligências) que "metam as vedetas"  pelo Círculo do Resto do Mundo... mas atenção:
Não vale trocar milhas por viagens em benefício pessoal... agências "Cosmos", isso era nos anos dourados, quando vivíamos tempos de fartura. Agora, o PEC há-de exigir que as milhas acumuladas em vôo revertam para o cartão «Star Alliance» do Estado, que assim poderá emitir alguns bilhetes mais conta, onerando menos a depauperada Tesouraria.

domingo, 2 de maio de 2010

Grande Timoneiro


Barroso desvaloriza riscos de contágio da situação grega a Portugal
Hoje às 15:39Durão Barroso desvalorizou os riscos de contágio a Portugal da situação grega após as medidas de apoio anunciadas e saudou a determinação do governo português e o apoio dado pelo PSD.
TSF, 02.04.2010

Se ele diz... quem sabe nunca esquece...

Cerveja e tremoços à borla para a malta?

Feira do Livro vai ter "happy hour" com descontos de 50%

A Feira do Livro de Lisboa decorrerá durante 18 dias, até 16 de Maio, e nesta 80.º edição abandona a iniciativa de ter um país tema.
No total, estão inscritas 120 editoras distribuídas por 237 pavilhões, entre institucionais e diferenciados ao longo do espaço ao ar livre do Parque Eduardo VII.
Todos os dias, às 21h30, haverá música ao vivo num palco instalado na parte sul do Parque, frente à Rotunda (...)
Renascença, 28.04.2010

Haverá cerveja e tremoços à borla para a malta?

Ontem, feriado dos trabalhadores - Hoje, trabalho dos jogadores



Que ganhem todos. Que os melhores ganhem mais. «Trabalho igual, salário igual». Trabalho desigual ...