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terça-feira, 14 de junho de 2016

Islândia


Já há anos que tenho curiosidade em conhecer a Islândia.
 
Hoje, fiquei determinado a ir lá, mesmo. Para perceber o bom momento que aquele Povo atravessa, como deram a volta à bancarrota e ao terrível espectro de um futuro inviável.
 
A atitude dos jogadores Islandeses revelou uma grande auto-estima colectiva.
 
O resultado alcançado não pode ser fruto do acaso, ou mesmo da ineficácia da nossa Selecção.
 
Enfim, um balde de água fria. 
 
Uma lição.

domingo, 15 de maio de 2016

O 35º título do Benfica

Quando o treinador Rui Vitória chegou ao Benfica, tive a impressão que se tratava de um homem de boa índole. Mas cheguei a duvidar sobre se teria fibra para comandar um barco tão grande.
 
No início da época - cheguei a ver em Alvalade - o SLB parecia condicionado psicologicamente pela saída de Jorge Jesus, especialmente nos jogos com o Sporting. Ante o rival, os jogadores do Benfica pareciam desorientados e aturdidos. Tinham medo.
 
Que se passou depois?
 
Rui Vitória foi fazendo o seu trabalho, resistiu às primeiras tribulações, ultrapassou aquela fase de tibieza e foi-se impondo naturalmente. Foi conquistando autoridade no balneário, respeito entre os adeptos e simpatia do público, em geral.
 
Por seu turno, Jorge Jesus, após uma excelente arrancada, veio revelar-se um tanto complexado, como se para provar que é bom treinador precisasse de "bater" no seu sucessor. Para além disso, desnecessariamente, não só não ganhou mais credibilidade entre os sportinguistas como perdeu na relação de afecto que construíra com os benfiquistas.
 
Por isso, parece-me justo que, a realçar alguém, no dia em que o SLB conquista o título, seja Rui Vitória.
Pela vitória da humildade desportiva e da envergadura humana de um treinador sobre o outro, que não soube estar à altura do sucesso, especialmente quando tudo mais lhe sorria.
 
Nem por isso se deixa de sublinhar a boa época que o Sporting conseguiu, devolvendo a disputa principal aos dois grandes de Lisboa. Todavia, a propósito de treinadores, foi pena Jorge Jesus não se ter lembrado também que "Maneis há muitos".

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa do Mundo - alegria em apartheid?


Quando vemos o mais popular dos eventos desportivos do Mundo acontecer marcado por protestos e tumultos à roda, com o Exército e o Povo em guerra na rua, algo não está certo. É como se a festa fosse de uma ditadura e a alegria de um apartheid. Não há marketing que limpe o cheiro à injustiça. Os poderosos da Terra deviam lembrar-se que são mortais.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Força Benfica, aguenta Portugal!

 
Por razões fáceis de ver, "nacionalismo" foi uma palavra "proibida" nas últimas quatro décadas. Passou a usar-se a expressão "patriotismo", mais ao gosto dos dignitários da República.
 
Vem isto a propósito da final europeia que o Benfica disputa hoje em Turim, contra os nossos vizinhos andaluzes.
 
É bonito quando, independentemente do nosso clube, tratando-se de uma competição internacional, apoiamos a equipa portuguesa.
 
Afinal, somos todos parte do mesmo Estado-Nação. Assim, nacionalistas pela condição ou patriotas pelo dever, hoje somos por Portugal, seja apoiando a equipa do nosso coração, da nossa nação ou do nosso patriotismo.
 
Isto, para mais, quando, em quatro finalistas ibéricos, três são espanhóis e um português. Que bom que era contrariarmos a desproporção, sermos maiores que nós, e dividirmos os dois troféus em causa.
 
Força Benfica, aguenta Portugal!

 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

No esplendor da luz perpétua

 
Subscrevendo a maior parte do que foi dito sobre Eusébio, ontem, já ao fim da noite, numa conversa sobre o modo como decorreu o último “adeus”, ouvi uma Senhora dizer isto:

«Acho que o povo anónimo, como eu, em primeiro lugar, devia rezar por ele. Depois, devia sair à rua e prestar-lhe homenagem, por ter conseguido erguer bem alto o nome de Portugal, engrandecendo-o… foi por isso que, apesar da chuva e ser do Sporting, na hora de almoço fui à Baixa e juntei-me às pessoas que estavam na Praça do Município...».

Estas palavras, bem medidas, suscitam uma breve reflexão quanto à publicidade das exéquias, transmitidas em “canal aberto”. Um aspecto só aparentemente de somenos no calor daquela onda de comoção.

O assunto abarca várias questões de fundo, sobretudo relativas a um código não escrito que tradicionalmente existia no jornalismo e dá mostras de ceder. Concorre agora com o carácter instantâneo, sem filtro, das redes sociais e plataformas digitais, onde, por seu turno, começam a adoptar-se códigos de conduta. A espiral torna-se inevitavelmente complexa, para mais tratando-se, no dizer dos media, de um “funeral de Estado”.
 
Por um lado, a figura que desaparece é “património de todos”, irmanando Portugal, a Portugalidade e o Mundo. Por outro lado, o extinto não é uma “coisa”. Transporta uma esfera de “pessoalidade”, cuja honrosa memória e dignidade da Família precisam da cautela de um último reduto de intimidade e recato, que só certos momentos de discrição e privacidade permitem.

Entendendo-se que a exposição do féretro em câmara ardente de figura pública tão popular, ou que a transmissão televisiva da sua descida à sepultura "é normal”, deixa de haver “limite”. Corre-se o risco de abrir a porta a um grau de “desumanização” contrário à grandeza da homenagem.

Isto, para nem falarmos da segunda figura do Estado fazer declarações públicas, sobre contas, ainda o enterro não terminara…     

Afinal, a última vontade de Eusébio, com a humildade que o caracterizava e a genialidade que o notabilizou, era só uma: que lhe fosse permitida uma volta ao seu Estádio da Luz.

Que descanse em paz. Vitorioso. No esplendor da luz perpétua. Com os holofotes no lugar certo.

domingo, 26 de maio de 2013

Fórmula SLB

 
A conquista da Taça de Portugal assinalaria uma época sem grandes êxitos desportivos mas de grande comunhão entre os dirigentes, a equipa e os adeptos. A derrota esta tarde no Jamor transformou a moral em pesadelo.

Agora, sem vitórias e sem moral, (para mais quando, como se viu, as primeiras dependem em larga escala ...da segunda), é imperativo fazer uma reflexão.

Não pode ter sido apenas «azar» ou «má sorte», três vezes seguidas. Três vezes seguidas. Não pode!

Para além da imoralidade das quantias auferidas (por causa, alegadamente, da responsabilidade inerente à função profissional), o certo é que o SLB falhou.

Quem falhou?
Os sócios e adeptos? Não.
Os dirigentes? Em parte.
Os jogadores? Em parte.
O treinador? Na maior parte.

É tempo de saber tirar lições destas três derrotas seguidas neste trino de finais.

A primeira, a mais evidente, salta à vista, e ficou hoje confirmada.

50% da «fórmula» dos campeões depende da força moral.

Jorge Jesus, pode ser um excelente treinador e levar longe as equipas que orienta.

Mas isso não basta. Falta-lhe metade da «fórmula».

Quererá o Benfica partir para a nova época com um treinador de joelhos?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A chama do Benfica e a esperança de Portugal

 
SL Benfica...
É natural. humano. É compreensível. É inteiramente justificada, a tristeza que nos invade. As expectativas eram as mais altas desde há muito. Desfizeram-se num ápice, esfaqueadas por dois golpes que amargam, pelo sabor da injustiça. De permeio, coisas muito positivas. As maiores, talvez, a restauração de uma equipa de primeira linha, o resgate da dignidade desportiva e, sobretudo, um... sentido de união, comunhão e partilha entre os adeptos e a equipa, como há muito não se via. Mas nada disso serve esta noite de consolo. A honra não chega. A glória é feita de resultados em forma de números. Não dramatizemos. O mundo não acaba aqui. Quem hoje chora, amanhã verá. Tomara que a «chama» do Benfica fosse a esperança de Portugal! Não é. Isso é que é dramático.

domingo, 12 de maio de 2013

Atitude

Saber perder e saber ganhar têm a mesma importância. No futebol, como no desporto em geral. Requer elevação. Revela o jaez de atletas, dirigentes e adeptos. Este simpatizante do SL Benfica regista as declarações que o Presidente do FC Porto fez no fim do jogo, ao formular votos para que a equipa portuguesa traga a Taça UEFA para Portugal na Quarta-feira. Por ter sido dito no rescaldo de uma partida decisiva, não há "processos de intenção" possíveis. O que conta é que foi dito. Já sobre o facto do Presidente do SLB ter assistido ao jogo no balneário... quem sabe se o que faz a diferença entre os rivais, para além de um rasgo de genialidade dos jogadores de um ou outro lado, não é mesmo a atitude do colectivo, a começar pelos principais responsáveis? Parabéns ao FCP. Caso confirmem a conquista do Campeonato, que para o ano tragam a Taça da Champions League para a Invicta.

domingo, 21 de abril de 2013

Golo mágico


Parabéns ao SLB, que ganhou o jogo e fica bem colocado para o título.
Parabéns ao SCP, que resgatou a honra leonina e provou estar a construir uma boa equipa.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Espanha com justiça


Depois das quatro equipas apuradas para as meias-finais do Euro/2012 terem sido Portugal, Alemanha, Espanha e Itália. Depois da Cimeira Europeia de Bruxelas ter ido de encontro às posições dos países do Sul. Depois da Itália ter mandado a Alemanha para casa. Depois de Espanha ter dado um «banho de bola» à Itália, num jogo e numa prova que ganhou com justiça. A Europa, com muito futebol à mistura, ficou um bocadinho melhor.

sábado, 30 de junho de 2012

Cimeira


Sobre a Cimeira Europeia de Bruxelas, veio a Itália eliminar a Alemanha e disputar a Final do Euro/2012 a Espanha. Caso é para dizer que o «eixo» da Europa situa-se agora entre Roma e Madrid. Os italianos ensinaram mais a Merkel durante um jogo de futebol do que as Instituições políticas da UE tinham conseguido demonstrar à Chanceller ao longo de meses. Coincidência ou não, o certo é que a Alemanha, de fora do Euro/2012, começou a perceber melhor o que seria ficar também de fora da moeda euro e, finalmente, terá começado a ceder. Para seu próprio bem...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meias-finais do euro?


O dia em que Portugal joga com Espanha a passagem à final do Euro 2012 de futebol acontece na véspera da Cimeira que também será uma «meia-final» para a moeda única, agendada para os dias 28 e 29 em Bruxelas.

Se no Euro da Polónia e da Ucrânia as Selecções da Alemanha, Espanha, Itália e Portugal sabem o que querem, para Bruxelas as posições que estão a desenhar-se assemelham-se mais a uma Torre de Babel, com vários «Platinis» aos comandos.

«É preciso reforçar a União e conceder mais poder a entidades centrais europeias», ouve-se repetidamente.

Todavia, escapa ao nosso entendimento como será possível tal reforço, quando, por exemplo, vemos os mais altos responsáveis europeus a «disparar» em direcções contrárias, quando não opostas.

Como explicar as declarações de Angela Merkel, sobre a criação dos «eurobonds»?
Ver aqui:

Como explicar o «plano» de Durão Barroso, Herman Van Rompuy, Mario Draghi e Jean Claude Junker, e descobrir aqui alguma similitude com o que vai na cabeça da Chanceller Alemã?
Ver aqui:

Como explicar o que terá querido dizer António Borges desta vez?
Ver aqui:

Não será por acaso que as expectativas para a Cimeira são baixas, temendo-se que o euro não só caia num impasse, como venha suscitar ainda divergências profundas do ponto de vista político, sobre qual o melhor caminho para a «(des)construção europeia».

A incógnita sobre o euro é muito grande. Tão grande que neste momento fazem-se apostas.
Tal qual como se aposta sobre o país vencedor do Euro 2012. Com uma diferença: muitos biliões.

Quem vence este «campeonato»? Não se sabe.
O que se sabe é que o dólar americano está a ganhar terreno.
Ver aqui:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O que é nacional é bom

Gesto bonito e pleno de significado, a presença de José Mourinho ontem, em Lviv, na Ucrânia, para apoiar a Selecção Nacional no jogo frente à Alemanha.


domingo, 20 de maio de 2012

Académica - o brio ainda é capital

foto: TSF online, 20.05.2012
Última e primeira. Ontem e hoje. Sempre Briosa. A vitória desta tarde no Jamor, mais uma lição. Setenta e três anos depois (1939), a Taça de Portugal volta a Coimbra. Excelente prova!    

domingo, 6 de maio de 2012

FCPorto, lua cheia

Para alegria dos seus sócios e adeptos, nesta «noite de perigeu azul e branco», o FCPorto averbou no Estádio do Dragão mais uma vitória num derby, e assim carimbou a conquista de mais um Campeonato. Parabéns ao Porto. Que na próxima época consiga levar longe o nome de Portugal na Champions League.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mourinho Real


Mourinho foi carregado pelos jogadores após a vitória (AFP, Cesar Manso)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sporting nosso Bem


A partir das 20:05 horas o Sporting Club de Portugal disputa com o Athletic Club de Bilbao a 2ª mão da eliminatória e a passagem à final da Liga Europa (antiga Taça UEFA), no famoso San Mamés.

É um jogo histórico para ambos os clubes e um momento alto para o futebol europeu. 
Uma contenda a não perder. 
Pela emoção, pelo espectáculo, e por tudo o que significa no plano desportivo.

Mas não só.
A equipa de Bilbao, a jogar em casa, terá mais adeptos no estádio. No mais, serão 11 contra 11. 

Já fora da «Catedral» o Sporting leva avanço. 
Leva a vitória por 2-1 de Alvalade, e conta com um País inteiro a torcer pela equipa portuguesa.
Do lado de Espanha, o jogo dirá mais aos bascos. 
Pela banda de Portugal, cada jogada será sentida por todos nós.

É desejável termos boas relações com cada uma das comunidades autónomas espanholas.
É muito bom conservarmos amistosas relações com Espanha, nossa vizinha, no seu todo.
É inigualável podermos fazê-lo enquanto «estado-nação».
Soberanos, livres e independentes.

Esse é o nosso Bem. Isso, jamais estará em jogo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prata da casa


Se o desporto é uma grande escola, o futebol profissional é um «verdadeiro MBA». 

Vem isto a propósito dos principais clubes portugueses, especialmente aqueles que lutam por títulos, «reflexão» muito proporcionada agora pelo «fenómeno Ricardo Sá Pinto» e pela recente vitória do Sporting sobre o Benfica, por 1-0, em derby da máxima importância para as contas finais do Campeonato.

É compreensível que sejam os benfiquistas quem mais se interrogue e questione, na justa medida em que o SLB é o clube de maior dimensão, história e palmarés, para além de que nos últimos anos, tal como na presente época, os resultados têm ficado aquém das expectativas criadas em torno da equipa.

Se os «objectivos» dependessem directamente do orçamento, tanto do lado das receitas, tais como prémios das provas, sponsors, direitos televisivos, bilheteira e merchandising, por um lado, e das despesas, tais como salários do plantel e da equipa técnica, valor das novas contratações, custo da manutenção das infra-estruturas e da máquina administrativa, por outro, isto, para não falarmos naquilo que a «marca Benfica» tem de incomensuravelmente infungível, arriscaríamos dizer que este clube, pelo menos nas competições nacionais em que participa, só por razões muito excepcionais e imponderáveis é que não estaria obrigado a vencer.

Então, se não vence, será que as tais «razões muito excepcionais e imponderáveis», afinal, não são assim tão fortuitas como isso, e a explicação está no «azar», nas arbitragens e nas lesões?
Pensamos que essa explicação, no «cômputo geral», não pode proceder, que é infundada.

Há dias, ouvíamos um respeitado comentador desportivo dizer sobre o treinador do Sporting que o maior problema de Sá Pinto quando pegou no SCP era o próprio Sá Pinto, e que este, caso potenciasse aquilo que tem de melhor, como vem fazendo, e conseguisse refrear aquilo que tem de menos bom, como vem conseguindo, tinha todas as condições para continuar na próxima época como treinador principal.

E que dizer de Vítor Pereira e da equipa do Futebol Clube do Porto, ou de Leonardo Jardim e da equipa do Sporting de Braga? Embora sejam casos diferentes, provavelmente, a haver «segredo», a fórmula não será muito diferente daquela que nos é apresentada de modo mais notório pelo «Coração de Leão».

Aqui chegados, temos a resposta para a desilusão com o Benfica. O maior problema da equipa encarnada é o próprio Benfica, não discriminando os jogadores que integram o plantel da equipa técnica. O SLB não tem conseguido levar ao máximo as suas qualidades e reduzir ao mínimo as suas fragilidades.

Se a «falha» não parece que possa ser imputada a problemas de ordem financeira (no contexto nacional e quando comparado com os adversários mais directos) nem aos imponderáveis do futebol (más arbitragens, lesões e bolas na trave «tocam a todos») então a que se deve a «falha»?

A nosso ver, o problema passa por algo mais simples e mais fundo, por estranho que possa afigurar-se.

Ao Benfica, equipa com óptimos jogadores, falta «colectivo», falta «identidade dos atletas com o emblema», falta estabilidade no «onze», falta construir a tal «mística», falta «alma». O que sobeja em «milhões» falta nestes aspectos, que não há dinheiro que pague nem vedeta que garanta.

Lembremo-nos, por exemplo, da célebre «equipa viking» da Dinamarca, que depois de ter sido repescada, ganhou o Europeu de 1992.

O Benfica, à moda do Benfica, tem de «comer a relva», como o Porto, tem de «sacudir a pressão», como o Braga, e tem de «ser guerreiro», como o Sporting. Ao fazer isso, o Benfica corrigirá os seus pontos mais fracos. Superadas esses aspectos, onde tem sido mais frágil, no mais, que é muito mais, o Benfica será sempre superior porque a sua ordem de grandeza é maior.

Fazer singrar essa superioridade e essa grandeza, ao invés do que alguns julgarão, não passa por fazer da Luz um «albergue espanhol», uma «galeria de notáveis», uma «feira de vaidades» ou uma pequena «Wall Street».

Antes pelo contrário:

O cimento que liga a equipa tem de brotar de dentro, tem de ser fruto de «colheita própria».
É preciso apostar na «prata da casa». 
O sucesso dos clubes, como das empresas e dos países, passa, cada vez mais, por aqui.
Os «nossos» são tão bons como os melhores dos «outros».
Andamos a esquecer isto demasiadas vezes.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As cruzes dos Neo Conquistadores

Calção e camisola branca, com a cruz de São Jorge, ilustrada de verde e vermelho

A Nike apresentou hoje o equipamento alternativo que irá vestir a seleção de Portugal durante o Euro2012, utilizando símbolos e padrões que visam homenagear os descobridores marítimos portugueses.
A camisola do novo equipamento alternativo é branca, com a cruz de São Jorge, ilustrada de verde e vermelho (cores da bandeira de Portugal) a cobrir a toda a parte da frente. Esta cruz é dividida ao centro com uma linha diagonal que visa representar a esfera armilar.
No colarinho está representada outra esfera armilar, símbolo nacional durante mais de 500 anos. Os calções e as meias são brancos, com estes últimos a apresentarem uma pequena cruz na parte de trás.
Com um vínculo fortemente ligado à história de Portugal, esta nova coleção intitula a "equipa das quinas" de "novos conquistadores" e apresenta uma grande preocupação ambiental uma vez que é feita a partir de materiais ecológicos. (...)
Foto e fonte: Lusa/DN

Símbolo do Federação Portuguesa de Futebol
Pessoa colectiva de utilidade pública desportiva
Cruz de São Jorge:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_de_S%C3%A3o_Jorge
Cruz de Cristo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_da_Ordem_de_Cristo

Não parece que nem a Nike, nem a FPF, nem o Estado, nem os portugueses, nem ninguém, tenha visto qualquer óbice na simbologia que o novo equipamento alternativo da Selecção Nacional convoca,  por eventual ofensa ao credo ou discriminação religiosa, pelos jogadores que vão envergar a camisola da «equipa de todos nós» usarem duas cruzes ao peito no Europeu/2012.

Senhor Ministro da Educação:

Mande colocar os crucifixos no lugar de onde nunca deviam ter saído!

Ultimamente, tem-se falado muito que uma das causas do insucesso da UE é que, na Europa, ao contrário dos EUA, o «cimento» que une os Estados-Membros não é tão forte, designadamente, uma língua comum, uma história comum, e um cunho cultural, de índole protestante, também ele comum.

Em todas as grandes cerimónias e eventos em que o Presidente dos EUA intervém, como ainda há pouco vimos no discurso do «estado da união», termina dizendo, "God Bless America". 

Não é por isso que alguém se lembra de dizer que os EUA não são terra de Liberdade.