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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Les Enfants Terribles do PSD

Achei graça à entrevista que o José Eduardo Martins deu à Revista do Expresso. O novo "enfant terrible". Sê-lo-á. Para o Jornal. Não para o PSD, que conhece o "Zé Eduardo" há décadas, desde que começou a fazer carreira na JSD.
 
Curiosamente, com um itinerário e um estilo semelhante ao de Pedro Passos Coelho. Talvez com três diferenças. O José Eduardo não saiu da actividade política para ir fazer o curso. Chegou aos 40 anos com mais cargos políticos que Passos quando este foi eleito Presidente do Partido. Porém, o ex-Primeiro-Ministro, ao longo de muitos anos, foi "o desejado" na Jota, enquanto que o José Eduardo, também ao longo de muitos anos, foi mais "terrible" que "enfant", não recolhendo tanto afecto do povo laranja.
 
Contudo, no essencial, ambos são talentosos. Ambos são ambiciosos. Ambos são obstinados. Ambos são tácticos. Ambos são social-democratas na economia e liberais nos costumes. Ambos provêm de uma espécie de bloco de esquerda do PSD. Sim, "queques" nunca foram. Ambos são duros de roer. Ambos estão entre os melhores da sua geração. Com relativa vantagem para o José Eduardo, por ser mais culto e mais "fino", por preferir lampreia em vez de carne assada.
 
Digamos que no PSD alternativas não faltam...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

De pequenino se torce o pepino

Parece que o PSD, pela mão da JSD, quer levar os indícios de crimes que alegadamente tem na sua posse ao Procurador-Geral da República, para que o Ministério Público investigue, acuse e leve a julgamento os políticos praticaram actos ilícitos, causadores do estado a que o País chegou.

Enfim... um fait divers que até era capaz de não ser má ideia, caso essa tal «república dos juízes» viesse apurar também que os danos causados pelas «jotas» são de monta a decretar a sua extinção.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Onde é que já vimos isto?

Na Antena1, ouvimos uma dirigente da «Plataforma de Protesto» dos indignados dizer que existiam muitas propostas para aprovar na «Assembleia Popular», desde a marcação de novas manifestações ao apelo à desobediência civil no pagamento de portagens. Lemos agora nos jornais que, afinal, a «Assembleia Popular» decidiu-se por um protesto em frente ao Parlamento, no próximo 26 de Novembro.

Quando vemos estas «assembleias» lembramo-nos de qualquer coisa muito semelhante, que testemunhamos há anos: as «famosas» Assembleias Magnas da Universidade de Coimbra, em 1993 e 94, quando a Lei das Propinas sofria contestação generalizada da parte dos estudantes.

Essas Assembleias Magnas eram democráticas?
Não. Nem pouco mais ou menos. Sei porque estava lá.

E alguém sabe quem teve muitas responsabilidade pelos "tumultos" anti-propinas? 
O actual PM, Pedro Passos Coelho, na altura líder da JSD, que achava imensa graça "à brincadeira".