Mostrar mensagens com a etiqueta Sporting. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sporting. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de maio de 2016

O 35º título do Benfica

Quando o treinador Rui Vitória chegou ao Benfica, tive a impressão que se tratava de um homem de boa índole. Mas cheguei a duvidar sobre se teria fibra para comandar um barco tão grande.
 
No início da época - cheguei a ver em Alvalade - o SLB parecia condicionado psicologicamente pela saída de Jorge Jesus, especialmente nos jogos com o Sporting. Ante o rival, os jogadores do Benfica pareciam desorientados e aturdidos. Tinham medo.
 
Que se passou depois?
 
Rui Vitória foi fazendo o seu trabalho, resistiu às primeiras tribulações, ultrapassou aquela fase de tibieza e foi-se impondo naturalmente. Foi conquistando autoridade no balneário, respeito entre os adeptos e simpatia do público, em geral.
 
Por seu turno, Jorge Jesus, após uma excelente arrancada, veio revelar-se um tanto complexado, como se para provar que é bom treinador precisasse de "bater" no seu sucessor. Para além disso, desnecessariamente, não só não ganhou mais credibilidade entre os sportinguistas como perdeu na relação de afecto que construíra com os benfiquistas.
 
Por isso, parece-me justo que, a realçar alguém, no dia em que o SLB conquista o título, seja Rui Vitória.
Pela vitória da humildade desportiva e da envergadura humana de um treinador sobre o outro, que não soube estar à altura do sucesso, especialmente quando tudo mais lhe sorria.
 
Nem por isso se deixa de sublinhar a boa época que o Sporting conseguiu, devolvendo a disputa principal aos dois grandes de Lisboa. Todavia, a propósito de treinadores, foi pena Jorge Jesus não se ter lembrado também que "Maneis há muitos".

domingo, 21 de abril de 2013

Golo mágico


Parabéns ao SLB, que ganhou o jogo e fica bem colocado para o título.
Parabéns ao SCP, que resgatou a honra leonina e provou estar a construir uma boa equipa.

domingo, 20 de maio de 2012

Académica - o brio ainda é capital

foto: TSF online, 20.05.2012
Última e primeira. Ontem e hoje. Sempre Briosa. A vitória desta tarde no Jamor, mais uma lição. Setenta e três anos depois (1939), a Taça de Portugal volta a Coimbra. Excelente prova!    

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sporting nosso Bem


A partir das 20:05 horas o Sporting Club de Portugal disputa com o Athletic Club de Bilbao a 2ª mão da eliminatória e a passagem à final da Liga Europa (antiga Taça UEFA), no famoso San Mamés.

É um jogo histórico para ambos os clubes e um momento alto para o futebol europeu. 
Uma contenda a não perder. 
Pela emoção, pelo espectáculo, e por tudo o que significa no plano desportivo.

Mas não só.
A equipa de Bilbao, a jogar em casa, terá mais adeptos no estádio. No mais, serão 11 contra 11. 

Já fora da «Catedral» o Sporting leva avanço. 
Leva a vitória por 2-1 de Alvalade, e conta com um País inteiro a torcer pela equipa portuguesa.
Do lado de Espanha, o jogo dirá mais aos bascos. 
Pela banda de Portugal, cada jogada será sentida por todos nós.

É desejável termos boas relações com cada uma das comunidades autónomas espanholas.
É muito bom conservarmos amistosas relações com Espanha, nossa vizinha, no seu todo.
É inigualável podermos fazê-lo enquanto «estado-nação».
Soberanos, livres e independentes.

Esse é o nosso Bem. Isso, jamais estará em jogo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prata da casa


Se o desporto é uma grande escola, o futebol profissional é um «verdadeiro MBA». 

Vem isto a propósito dos principais clubes portugueses, especialmente aqueles que lutam por títulos, «reflexão» muito proporcionada agora pelo «fenómeno Ricardo Sá Pinto» e pela recente vitória do Sporting sobre o Benfica, por 1-0, em derby da máxima importância para as contas finais do Campeonato.

É compreensível que sejam os benfiquistas quem mais se interrogue e questione, na justa medida em que o SLB é o clube de maior dimensão, história e palmarés, para além de que nos últimos anos, tal como na presente época, os resultados têm ficado aquém das expectativas criadas em torno da equipa.

Se os «objectivos» dependessem directamente do orçamento, tanto do lado das receitas, tais como prémios das provas, sponsors, direitos televisivos, bilheteira e merchandising, por um lado, e das despesas, tais como salários do plantel e da equipa técnica, valor das novas contratações, custo da manutenção das infra-estruturas e da máquina administrativa, por outro, isto, para não falarmos naquilo que a «marca Benfica» tem de incomensuravelmente infungível, arriscaríamos dizer que este clube, pelo menos nas competições nacionais em que participa, só por razões muito excepcionais e imponderáveis é que não estaria obrigado a vencer.

Então, se não vence, será que as tais «razões muito excepcionais e imponderáveis», afinal, não são assim tão fortuitas como isso, e a explicação está no «azar», nas arbitragens e nas lesões?
Pensamos que essa explicação, no «cômputo geral», não pode proceder, que é infundada.

Há dias, ouvíamos um respeitado comentador desportivo dizer sobre o treinador do Sporting que o maior problema de Sá Pinto quando pegou no SCP era o próprio Sá Pinto, e que este, caso potenciasse aquilo que tem de melhor, como vem fazendo, e conseguisse refrear aquilo que tem de menos bom, como vem conseguindo, tinha todas as condições para continuar na próxima época como treinador principal.

E que dizer de Vítor Pereira e da equipa do Futebol Clube do Porto, ou de Leonardo Jardim e da equipa do Sporting de Braga? Embora sejam casos diferentes, provavelmente, a haver «segredo», a fórmula não será muito diferente daquela que nos é apresentada de modo mais notório pelo «Coração de Leão».

Aqui chegados, temos a resposta para a desilusão com o Benfica. O maior problema da equipa encarnada é o próprio Benfica, não discriminando os jogadores que integram o plantel da equipa técnica. O SLB não tem conseguido levar ao máximo as suas qualidades e reduzir ao mínimo as suas fragilidades.

Se a «falha» não parece que possa ser imputada a problemas de ordem financeira (no contexto nacional e quando comparado com os adversários mais directos) nem aos imponderáveis do futebol (más arbitragens, lesões e bolas na trave «tocam a todos») então a que se deve a «falha»?

A nosso ver, o problema passa por algo mais simples e mais fundo, por estranho que possa afigurar-se.

Ao Benfica, equipa com óptimos jogadores, falta «colectivo», falta «identidade dos atletas com o emblema», falta estabilidade no «onze», falta construir a tal «mística», falta «alma». O que sobeja em «milhões» falta nestes aspectos, que não há dinheiro que pague nem vedeta que garanta.

Lembremo-nos, por exemplo, da célebre «equipa viking» da Dinamarca, que depois de ter sido repescada, ganhou o Europeu de 1992.

O Benfica, à moda do Benfica, tem de «comer a relva», como o Porto, tem de «sacudir a pressão», como o Braga, e tem de «ser guerreiro», como o Sporting. Ao fazer isso, o Benfica corrigirá os seus pontos mais fracos. Superadas esses aspectos, onde tem sido mais frágil, no mais, que é muito mais, o Benfica será sempre superior porque a sua ordem de grandeza é maior.

Fazer singrar essa superioridade e essa grandeza, ao invés do que alguns julgarão, não passa por fazer da Luz um «albergue espanhol», uma «galeria de notáveis», uma «feira de vaidades» ou uma pequena «Wall Street».

Antes pelo contrário:

O cimento que liga a equipa tem de brotar de dentro, tem de ser fruto de «colheita própria».
É preciso apostar na «prata da casa». 
O sucesso dos clubes, como das empresas e dos países, passa, cada vez mais, por aqui.
Os «nossos» são tão bons como os melhores dos «outros».
Andamos a esquecer isto demasiadas vezes.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Agora já é bom


Em Portugal, de há uns tempos a esta parte, fala-se muito de «talentos»: empresas, universidades, Estado, enfim, todos andam à procura de «ideias» que possam resultar em «mais-valias». 
Porém, por vezes acontece, um certo preconceito luso não considerar este ou aquele «projecto», em função do seu autor. 

Ao vermos este video, por exemplo, e sem irmos à venda da EDP, lembramo-nos dos risos, e da troça que foi, quando um conhecido ex-jogador de futebol português, Paulo Futre, há meses, falou numa «proposta da China» para o Sporting:

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cuidado com os boys

Sobre os tristes episódios que se verificaram durante a madrugada passada no Estádio de Alvalade, há, entre outros, quatro aspectos a reter:

- Os votos demoraram tempo demais a ser contados. É inadmissível que o órgão do Clube a quem compete supervisionar o escrutínio não tenha feito sequer um briefing, com informação segura relativamente ao que se estava a passar, evitando as especulações que se viram;
- Mesmo que Godinho Lopes tenha sido, de facto e de direito, sufragado vencedor na urnas, fica a pairar sobre a eleição uma nuvem de desconfiança que só uma confirmação do apuramento, em sede de impugnação judicial, poderá dissipar-se: como explicar, por exemplo, a declaração de Rogério Alves, (erroneamente convencido que ganhara a Mesa da Assembleia Geral) que às tantas da manhã disse em directo às televisões já ter dado os parabéns a Bruno de Carvalho?
- A forma atamancada como o Presidente da Mesa em exercício veio anunciar os resultados e a impossibilidade do candidato ali empossado vir ao exterior, como estava planeado, por manifesta falta de condições de segurança;
- O silêncio dos demais candidatos derrotados: Dias Ferreira, Pedro Baltazar e Abrantes Mendes.

Bem... até aqui, temos uma problema do Sporting em particular, e do futebol portugês em geral.

A partir daqui, "a novela" do insulto, do ambiente tribal e da violência extravasa o âmbito de qualquer clube e passa para a esfera de toda a comunidade nacional. Ontem foi o Sporting, como poderia ter sido outro. Amanhã, poderão ser outras organizações, entidades e instituições...

Vem aí uma campanha eleitoral, num ambiente muito degradado, onde, por mais apelos que se façam, difícil será que as posições não acabem por extremar-se, tal é a voragem pelo poder de uns, e a ânsia de révanche de outros...

Suponhamos que numa mesa eleitoral se gera um problema semelhante ao verificado ontem em Alvalade, e o que está em causa é, nem mais nem menos, a atribuição de um mandato, cuja eleição do deputado é decisiva - para dar a vitória relativa a um dos dois maiores partidos, ou formar uma maioria no Parlamento: 
- Alguém acha que chamar o C.I. da PSP vai chegar para manter a ordem e garantir a paz social?
- Alguém acha que algum líder partidário terá autoridade moral para ir ao palanque acalmar as suas hostes?