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segunda-feira, 5 de março de 2012

PPD/PSD+CDS/PP=PP



É claro que, após a experiência do 2º Governo de Sócrates, o XIX Governo precisava de uma maioria.
É claro que, mesmo com um Governo de maioria, a execução do «Programa», ainda assim, precisa do PS.
É claro que a Coligação de Governo PSD+PP está coesa e tem sido solidária.

Agora:
Que, de facto, os membros do Governo que pertencem ao PP estão em posições mais confortáveis, e têm sido «populares» apesar do momento de impopularidade do Executivo, lá isso, ninguém pode negar.

Não se diga que esta evidência é um «delírio» de Alberto João Jardim, o qual, note-se, há muito que defende a criação em Portugal de um «bloco de centro/direita».

A haver ironia aqui, é que, entre AJJ, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, dos três, é o líder do PSD o maior opositor da ideia, sendo que, independentemente das opções tácticas e intendências de permeio, AJJ e PP confluem no propósito federador a jusante, como toda a gente sabe.

Algo de semelhante à reorganização político-partidária que deu origem ao Partido Popular espanhol em 1989, o que, em Portugal, há quem creia, teria acontecido antes disso, caso o projecto da AD não tivesse sofrido o golpe do desaparecimento de Francisco Sá Carneiro.

Adiante:
Nada disso impede que, no uso da comunicação e da imagem, a «dar caixas» aos jornais, regra geral, os membros do CDS que estão no Governo denotem «mais escola».

Veja-se, por exemplo, o anúncio do Ministro Pedro Mota Soares, que iria criar uma cantina social em cada concelho do País, quando a medida, em rigor, trata da transferência para as IPSS´s da verba prometida pelo Governo, no âmbito dos protocolos de cooperação celebrados entre o Estado e tais instituições.

É isso que «enerva» um certo PSD. AJJ sabe disso melhor que ninguém. A nível regional, também não quer ouvir falar do CDS. Mas tudo isso é táctico, incluindo a reacção de Paulo Portas às declarações do líder do PSD/M. O que AJJ quer dizer a Pedro Passos Coelho é que o Ministro dos Negócios Estrangeiros tem uma estratégia. O que não é coisa pouca.

domingo, 4 de março de 2012

95,5% gregos

foto: Paulo Spranger / Global Imagens

Pedro Passos Coelho foi esta noite reeleito Presidente do PSD, com 95,5% por cento dos votos expressos dos militantes do partido.
Vimos, em directo, e ainda há pouco, o Primeiro-Ministro fazer uma declaração e responder a perguntas da comunicação social sobre estas eleições internas...

A aferir pelo tom, pela expressão, e pelo alcance das palavras de Passos Coelho, a narrativa só nos merece um comentário:

score dos 95,5% alcançados dentro do PSD hão-de chegar para que o Presidente do Partido cumpra os dois anos de mandato, agora renovado, e em que vai ser reinvestido brevemente, no Congresso do Partido, a 23, 24, e 25 deste mês. 

Todavia, quanto ao pulsar do País relativamente ao Governo, esta vitória vale pouco mais que nada. 
A Legislatura vai até 2015... ninguém sabe se Passos Coelho e a Coligação que governa duram até lá.

Esta desconfiança, retratada no rosto do próprio esta noite, é fatal. Não para a pessoa do Primeiro-Ministro, que ninguém duvida do mega-esforço a que é obrigado, e do peso do fardo que carrega, por inerência da mais exigente das funções. Mas fatal para Portugal, onde, cada dia que passa, mais se vê no Chefe do Executivo um George Papandreu, no Secretário-Geral do PS um Antonis Samaras, e no Senhor Presidente da República um Durão Barroso. A Grécia.