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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Karol Wojtyla, musical

 

O Musical (www.musicalwojtyla.net) estreou ontem em Lisboa, no Tivoli. 
Uma bela lição, a vários níveis. Recomenda-se vivamente. A todos.
Nota pessoal:
Independentemente do espectáculo, soberbo, para além da dimensão espiritual, cimeira, e da proposta de vida de Wojtyla, perene, vimos ainda ali (a jusante da consabida relação entre o Pontificado de João Paulo II e a queda do Muro) o enorme desafio que a «mensagem» transporta.
 
O capitalismo não serve de resposta. Nem pode ser o fim da História. 
 
Acontecimentos recentes, com a eleição do Papa Francisco, e os ecos mundiais que o novo ministério petrino tem tido não serão alheios ao Mundo. Que agora por toda a parte se levanta, clamando por uma nova ordem, feita de mais fraternidade, justiça e paz.
 
Afinal, o «novo paradigma» permanece no Evangelho e no humanismo cristão... caminho que Karol Wojtyla percorreu à frente, deixando muita luz na larga passagem.

 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio

O papa Francisco condenou hoje as situações de "trabalho escravo" no mundo, referindo-se nomeadamente às condições das vítimas do desabamento de um prédio no Bangladesh onde funcionavam fábricas têxteis.
"Um título que me surpreendeu no dia da tragédia do Bangladesh foi 'Vivia com 38 euros por mês'. Esta era a forma como eram pagas as pessoas que morreram. Isto é chamado trabalho escravo", declarou o papa durante a homilía que assinalou no Vaticano o 1º de Maio.
"Hoje, no mundo, esta escravidão está a ser dirigida contra algo bonito que Deus nos deu: a capacidade de criar, de trabalhar, de ter dignidade. Quantos irmãos e irmãs se encontram nesta situação", disse Francisco na sua homilía.
Referindo-se ao desemprego, o papa lembrou que há muitas pessoas que querem trabalhar mas não podem, considerando que uma sociedade em que "não é dada a todos a possibilidade" de ter um emprego não é uma sociedade justa. Fonte: Expresso, 01.05.2013
 
Para quem quiser aprofundar o tema da posição da Igreja Católica relativamente ao Trabalho, oportuno será revisitar a Encíclica «Laborem Exercens» de João Paulo II, no 90º aniversário da «Rerum Novarum». Aqui:
 

sábado, 23 de abril de 2011

A História não acaba aqui


Lembramo-nos de João Paulo II - após a queda do muro de Berlim e a derrocada do Bloco de Leste, que se lhe seguiu - ter dito, mais ou menos isto: atenção que não é o fim da História, nem a vitória de um modelo sobre outro. Não julguem que o capitalismo é a solução ou dá resposta aos males que o Mundo enferma.

Passadas duas décadas, já no Pontificado seguinte, a visão do “político” Karol Wojtyła revelou-se-nos plena de sentido, particularmente quando os ventos da crise financeira de 2008, vindos dos EUA, varreram todo o hemisfério norte e fizeram ecoar alarmes em toda parte para algo mais fundo: crise das Instituições – a fragilidade da União Europeia é um bom exemplo; crise dos Estados – ilustrada através das dívidas soberanas dos chamados PIGS; crise das empresas - que cada vez mais despedem trabalhadores ou encerram; crise das famílias – desestruturadas, hipotecadas, sem emprego nem esperança.

Numa palavra, falta encontrar um novo paradigma. As receitas ministradas através de velhos “paliativos” afiguram-se-nos escassas para responder à nova ordem que urge edificar sobre a desestruturação geral das várias «comunidades», palavra que anda muito arredada da boca dos nossos governantes e dirigentes.

Nesse sentido, importa acolher as pistas e os subsídios dos mais sábios. É por isso que, independentemente do foro livre e individual onde cada um deposita a sua Fé, no plano social, a mensagem do Bispo de Roma, Bento XVI, merece ser ouvida, especialmente na Vigília Pascal que hoje tem lugar.