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sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril

 
Nasci dois dias após a Revolução de Abril de 1974. Acompanhei a História destes 40 anos a par e passo. Talvez saiba contá-la ao futuro. Para já, apenas isto: se o 25 de Abril é de todos, é dever de todos saber ouvir o que cada um tem a dizer. As solenidades conferidas pelo Estado só têm sentido enquanto promotoras de conciliação nacional entre diferenças partidárias. Se todos estivessem satisfeitos, os discursos, afinal, seriam mais difíceis. Ainda que fraca seja a qualidade da nossa Democracia e a excepção seja regra quanto à vocação dos seus intérpretes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cerrar fileiras

 
A onda de «casos» que ultimamente vai assolando a comunidade nacional, a todos indigna e fermenta os mais amplos e díspares sentimentos de revolta, preocupa, preocupa muito, e não augura tempos de bonança...

Todavia, para os nossos problemas internos, a opinião pública está cada vez mais atenta, dependendo de nós, e apenas de nós, meter «o País na ordem».

Mas isso não basta. É preciso mais, muito
mais.

O desmoronamento, mais que iminente, das instituições da União Europeia e das suas políticas, tal como as conhecemos hoje, requer, urgentemente, que Portugal saiba elevar-se na frente externa, cerrando fileiras na defesa da nossa soberania, que é o mesmo que dizer, evitar a alienação definitiva a suseranias sem rosto da nossa gente, da nossa alma, da nossa terra, do nosso mar, dos nossos valores e das nossas tradições. Trata-se, sobretudo, da nossa independência e da identidade nacional.

Que fazer?

Acompanhar, a par e passo, a evolução dos acontecimentos à nossa volta, e sermos responsavelmente implacáveis na exigência, quanto ao que os nossos representantes e terceiros fazem ou deixam de fazer por nós «lá fora».

É chagada a hora do patriotismo e talvez seja chegada também a hora de não termos pruridos em utilizarmos a palavra nacionalismo, no melhor sentido.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Neocolonialistas


Esta «troika», constituída, como diz Miguel Sousa Tavares, «pelo careca, o etíope e o alemão», delegados das organizações internacionais que emprestaram os tais 78 000 milhões de euros a Portugal, parecem não sabere em que terra estão, nem fazer a mais pálida ideia que somos o Estado-nação mais antigo da Europa.
 
Desta vez foi o Sr. Abebe Selassie a mandar «postas de pescada», sobre a execução do «plano de ajustamento», a «reforma do Estado-Social» e, imagine-se, a constitucionalidade das nossas leis!
 
Era o que mais faltava! Virem agora os funcionários dos credores com tiques neocolonialistas.
 
Os órgãos de soberania têm de pôr cobro a isto.
 
Pode extinguir-se um feriado, mas ninguém pode apagar a História, ou rasgar as folhas do calendário, que continua.