sábado, 2 de janeiro de 2016

Epifania - o quarto Rei Mago

 
Celebra-se este domingo a Epifania do Senhor - o Dia de Reis.
 
No Natal de 1991, na sequência do massacre de Santa Cruz em Díli, a Rádio Renascença pediu a Sophia de Mello Breyner um texto sobre o martirizado povo de Timor-Leste, sob ocupação indonésia.
 
A poetisa, escreveu, então, um conto, tendo inventado um quarto Rei Mago para acrescentar ao presépio: um liurai que queria levar ao Menino Jesus uma caixa de sândalo, com as pedras com que brincava em criança. E assim nasceu o "Anjo de Timor".
 
Hoje, Timor Lorosae é um país independente. Mas o conto de Sophia de Mello Breyner mantem-se actual para todos os povos e nações, incluindo, claro, Portugal.
 
Vale bem a pena ouvir pela voz da própria autora.
 

Ano Novo!

Mar bravo nas Flores, ponto extremo ocidental da Europa, na rota atlântica entre o Velho e o Novo Mundo.  Gosto especialmente da intensidade desta foto, captada há dias pelo Carlos Mendes.
Inspira-me coragem, ânimo e força, que desejo a todos neste Ano Novo, para saborearmos tudo o que a Vida oferece.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Why not?

 
Ampliando uma ideia que, originariamente, na verdade, era de meu Pai, propus, há já uma dúzia de anos, que os Açores, todo o Arquipélago, fosse classificado pela UNESCO como património natural/cultural da Humanidade.
 
Foi num Congresso partidário, em Novembro de 2003. Nessa altura, ninguém quis saber. O certo é que, actualmente, 3 das 9 ilhas (Graciosa, Flores e Corvo) foram classificadas como Reservas Mundiais da Biosfera pela UNESCO, para além da Paisagem Cultural da Vinha do Pico também ter alcançado estatuto similar.
 
Vem isto a propósito de assistirmos nos últimos anos, por todo o País, a classificações ou apresentações de candidaturas ao "selo" da UNESCO, desde as zonas históricas de cidades e vilas ao chocalho, passando pelo Fado e pelo Cante Alentejano.
 
Aqui chegados, caberá perguntar:
 
Por que não apresentar Portugal, todo ele, desde o território continental ao mar e às ilhas, a património cultural/imaterial/natural da Humanidade?
 
Vejo muitas vantagens, especialmente num tempo em que o nosso País está obrigado a reinventar-se e encontrar novo futuro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Já temos Governo

Pode ser que me engane mas a percepção que tenho é esta:

O País indignou-se com o "trinta por uma linha" que António Costa fez para chegar a Primeiro-Ministro.

Hoje, passados 53 dias sobre as eleições, os portugueses como que respiram de alívio quando dizem "já temos Governo".

Por outro lado, ao fim de semanas em que a política voltou a ter o primeiro lugar nas conversas, grande parte das pessoas fartou-se e já não quer saber de nada disto.

E é neste mar de contradições que de novo nasce um fado

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sair disto - um grande movimento cívico


O maior problema da política em Portugal é o do exemplo cívico. O segundo maior problema é o da liderança. O terceiro maior problema é o do sentido de serviço. Sem isso não há comunidade local, regional ou nacional que resista.
 
Anos e anos promover a mediocridade, em vez do exemplo cívico. Anos e anos a promover o caciquismo, em vez da liderança. Anos e anos a promover o chico-espertismo, em vez do sentido de serviço... tudo isso deu nisto.
 
E isto, como toda a gente sabe, foi... gangrenando, desde as autarquias até ao topo do Estado.
 
Nem tudo é mau, claro que não. Há muita gente válida, claro que há. Fazem-se muitas coisas bem feitas, claro que sim.
 
Mas ao ponto a que o País chegou, isso, só por si, já não chega para inverter a tendência de "nivelar por baixo". Urge que se forme um grande movimento cívico.
 
Urge convocar em Portugal os bons exemplos. Urge convocar em Portugal os melhores de cada comunidade. Urge convocar em Portugal quem melhor saiba interpretar e possa exercer o serviço da causa pública.
 
Urge, também, transmitir isto aos mais novos. E que as novas gerações aceitem esta missão, tomando nas suas mãos o ideal de construir um País novo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O sistema bateu no fundo

As forças de esquerda acham que derrubaram o XX Governo Constitucional. Discordo.
 
O que aconteceu hoje no Parlamento foi a estocada final na III República. O Sistema bateu no fundo esta tarde.
 
De agora em diante, a questão já não passa por estes Partidos nem por estas Instituições. Passa por uma cultura política nova, em que tudo deverá ser revisto.
 
A questão agora é muito mais funda:
A regeneração da Democracia, a clarificação do Regime e a refundacao do Sistema.
 
Vivemos tempos muito preocupantes. Vivemos tempos muito desafiantes.
 
Vivemos tempos que convocam os portugueses para o exercício dos seus deveres cívicos, talvez como nunca, desde o 25 de Abril de 1974.