terça-feira, 23 de outubro de 2012

Serviço Cívico Obrigatório


A edição do «Público» de hoje tem uma chamada de capa para a pág. 12,  sobre o flagelo social da denominada «Geração nem nem».
 
Avança o jornal que "Em 2011, Portugal somava 260.392 jovens que não trabalhavam nem estudavam, nem estavam a receber formação. O país perde 2,7 mil milhões".
 
Há muito que defendemos que ao fim do Serviço Militar Obrigatório deveria ter sucedido o Serviço Cívico Obrigatório, onde cada jovem, durante certo um período de tempo, em função das suas capacidades, aptidões ou formação, deveria dar o seu préstimo ao País. Não só para reforço do sentido de comunidade, como também para integração sócio-laboral, e ainda como forma de se promover uma melhor interligação geracional.
 
No fundo, tratar-se-ia de um «estágio de cidadania no terreno».
 
Ao Estado e entidades associadas competiria adoptar os planos e dotar os jovens dos recursos necessários, em tarefas tão vastas como a limpeza de praias e florestas, acção social, missões humanitárias, campanhas de prevenção de drogas e toxicodependências, desporto, etc.
 
É certo que isso implicaria alguns custos para os cofres públicos.
 
Mas o retorno desta «New Deal» seria incomensuravelmente maior, não apenas pelo trabalho desenvolvido, como também pelo incentivo a uma geração que está plena de força de viver e não encontra sentido ou motivação nos melhores anos das suas vidas, sobretudo num tempo em que a palavra futuro nunca esteve tão esvaziada, causando tanto desalento e ansiedade.