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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Um suinicultor numa aldeia chinesa

 

Não é a importância do Acordo alcançado que está em causa. É claro que os fundos disponibilizados pela UE a Portugal até 2020 são consideráveis e permitem avançar com um avultado conjunto de investimentos de que o País tanto carece. Não é isso. É a parolice de Durão Barroso. Se oficialmente o Governo atura aquilo de mão estendida, já para os cidadãos não há estômago que aguente. Com aquela tirada da "pipa de massa" a pontificar, Barroso saiu-se como um autêntico javardo. Pior que revelar a sensibilidade de um suinicultor numa aldeia chinesa, ofendeu os portugueses. Mostrou que nem guarda um pingo de respeito pela terra que o viu nascer nem se lembra do meio onde foi criado. Parecia um daqueles emigrantes endinheirados de antigamente, que chegavam anafados, com as notas no bolso da camisa, colarinho branco e mais trocos a chocalhar na algibeira das calças. Claro. A primeira coisa que faziam era ir à taberna. Comprar o direito a gabar-se grosso, com uma rodada ao pessoal. Havia quem não se vergasse. Antes beber água da fonte e poder mandá-lo cavar! Continua a haver. É dinheiro público de uma União que Portugal integra e é membro de pleno direito. Não é caridade. O Sr. Barroso que vá arrotar para casa dele.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Durão mas pouco

Sobre as mais recentes declarações de Durão Barroso, preferimos ler assim:
 
Pelo facto de ser português, o nosso amigo Barroso quer ser tão imparcial, tão imparcial, tão imparcial no seu cargo, que prefere falar muito cá para dentro mas não mexer uma palha lá fora.
 
Que grande Presidente da Comissão Europeia nos saíu!
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Irra!


Às Segundas, Durão Barroso vem a Lisboa falar paternalmente sobre o aproveitamento dos fundos da UE ainda existentes à disposição do País.
 
Às Quartas, o porta-voz da Comissão para os Assuntos Económicos e  Monetários, Simon O'Connor, vem dizer que ainda antes da chegada da próxima missão da Troika a Portugal, em meados de Fevereiro, o calendário para o corte dos 4 mil milhões na despesa tem de estar pronto, revelando ainda total sintonia com o último Relatório do FMI.
 
Não há Governo, nem consenso parlamentar, nem parceiros sociais, nem sociedade que resistam a tantas confusões, ingerência e pressões.
 
É tempo de uma reunião ao mais alto nível entre as autoridades portuguesas e os responsáveis máximos pelas 3 entidades que formam a Troika... para pôr os «pontos nos is». Irra!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Barroso e Passos, uma boa dupla


 
O que é que Pedro Passos Coelho foi fazer a Oslo?
 
Acertar o passo com Durão Barroso?
 
Curiosamente, Barroso escolheu este seu «momento» para, apenas num dia, falar mais de Portugal à Europa e dirigir-se mais aos portugueses do que em todos os oito anos passados à frente da Comissão Europeia...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nobel da Paz...

(Base das Lajes, Ilha Terceira, Açores, Março de 2003) 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A pergunta que se impõe


"Estou muito impressionado com o que o Governo português está a fazer, com o que o povo português está a fazer", afirmou Jean-Claude Juncker, em conferência de imprensa, no final da reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), que decorreu no Luxemburgo.
O presidente do Eurogrupo disse ainda que o programa de ajustamento português está no "bom caminho" e voltou a mostrar-se confiante no regresso de Portugal aos mercados no próximo ano.
Os ministros das Finanças da zona euro aprovaram hoje o desembolso da próxima tranche da ajuda a Portugal, assim como a extensão, por um ano, do prazo para correção do défice.
Fonte: Lusa, 09 Out. 2012
 
A pergunta que se impõe é esta:
 
Supondo que tudo corre como diz o Senhor Juncker, que o Povo aguenta até lá e que o nosso País volta mercados em 2013 (o Ministro das Finanças aponta para Setembro), como é que Portugal vai estar daqui a um ano? Como é que os portugueses vão viver a partir daí?
 
Ou seja:
 
A «dose» que está a ser aplicada visa simplesmente que Portugal deixe de ser assistido financeiramente ao abrigo do Memorando de Entendimento celebrado com a Troika, para passar a financiar-se por outras vias e pagar juros a outros credores, continuando, assim, a dívida a consumir o produto? Ou vamos ser mais competitivos, vamos aumentar a produtividade, vamos gerar mais riqueza, vamos criar mais emprego e vamos ainda encontrar forma de solver os empréstimos e os juros da dívida junto «dos mercados»?
 
Qual é, afinal, o objectivo?
Voltarmos aos mercados, simplesmente?
Voltarmos com a nossa economia em condições de ir ao mercado?

São coisas diferentes e essa diferença é um abismo.
 
A isto, o Presidente do Eurogrupo diz nada. 
O Presidente da Comissão Europeia, diz praticamente o mesmo que o Senhor Juncker. 
O Ministro das Finanças, diz que «o Povo português é o melhor do mundo». 
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que «não mas que sim». 
O líder do maior partido da oposição, diz que há outro caminho mas que não contem com ele «para integrar o Governo». 
O Presidente da República, diz que é preciso «equidade na distribuição dos sacrifícios»...
 
A Troika já deu o que tinha a dar, o Governo já daqui não passa, e a oposição a mais não chega. 

É esta a razão da desesperança dos portugueses e niguém consegue dizer ao Povo quando e como é que todo este esforço terá recompensa.
 
No dia em que alguém se levantar para dizer convincentemente que «vamos ter de passar por um aperto grande durante um certo período mas Portugal depois vai levantar-se do chão e saberá o que quer e para onde ir» estará criado o estímulo que falta para mobilizar a comunidade nacional.
 
Numa palavra, o que falta é coragem para romper e afirmar, seja perante quem fôr, que somos donos do nosso destino e que Portugal tem futuro.             

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meias-finais do euro?


O dia em que Portugal joga com Espanha a passagem à final do Euro 2012 de futebol acontece na véspera da Cimeira que também será uma «meia-final» para a moeda única, agendada para os dias 28 e 29 em Bruxelas.

Se no Euro da Polónia e da Ucrânia as Selecções da Alemanha, Espanha, Itália e Portugal sabem o que querem, para Bruxelas as posições que estão a desenhar-se assemelham-se mais a uma Torre de Babel, com vários «Platinis» aos comandos.

«É preciso reforçar a União e conceder mais poder a entidades centrais europeias», ouve-se repetidamente.

Todavia, escapa ao nosso entendimento como será possível tal reforço, quando, por exemplo, vemos os mais altos responsáveis europeus a «disparar» em direcções contrárias, quando não opostas.

Como explicar as declarações de Angela Merkel, sobre a criação dos «eurobonds»?
Ver aqui:

Como explicar o «plano» de Durão Barroso, Herman Van Rompuy, Mario Draghi e Jean Claude Junker, e descobrir aqui alguma similitude com o que vai na cabeça da Chanceller Alemã?
Ver aqui:

Como explicar o que terá querido dizer António Borges desta vez?
Ver aqui:

Não será por acaso que as expectativas para a Cimeira são baixas, temendo-se que o euro não só caia num impasse, como venha suscitar ainda divergências profundas do ponto de vista político, sobre qual o melhor caminho para a «(des)construção europeia».

A incógnita sobre o euro é muito grande. Tão grande que neste momento fazem-se apostas.
Tal qual como se aposta sobre o país vencedor do Euro 2012. Com uma diferença: muitos biliões.

Quem vence este «campeonato»? Não se sabe.
O que se sabe é que o dólar americano está a ganhar terreno.
Ver aqui:

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Who stands up to support Mr. Barroso?

foto: ukipmeps.org
As declarações de Durão Barroso na Cimeira do G-20 geraram polémica e visível incómodo entre alguns dos presentes, parte dos media e certos sectores políticos.

Nesta entrevista à «Fox Business», o truculento Nigel Farage, líder do UK Independence Party, que também é deputado ao Parlamento Europeu, conhecido pelas suas intervenções eurocépticas, desfere um ataque muito violento ao Presidente da Comissão Europeia, como pode ver-se aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=v8ZesB4s4ck

Depois disto, é de esperar que os eurodeputados portugueses das forças partidárias que integram o Grupo do Partido Popular Europeu, com Paulo Rangel à cabeça, bem como os líderes das bancadas parlamentares dos partidos que suportam o Governo na Assembleia da República, com Luís Montenegro na linha da frente, se levantem para sair em defesa de José Manuel Durão Barroso.

No mínimo...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tiro de partida para Belém

A propósito da mais recente «fífia» de Cavaco Silva (que há dias cancelou uma visita à Escola António Arroio por, segundo consta, não se ter sentido seguro, ao saber que havia ali estudantes preparados para uma manifestação), Marcelo Rebelo de Sousa, na sua análise semanal, na TVI, primeiro inaugurou uma expressão de fundo alcance político, dizendo ter começado «a época do tiro ao Cavaco», para, depois, vir em socorro do Presidente da República, figura máxima do Estado.

Alegando, em síntese, que o País não pode correr o risco de perder a última das suas reservas institucionais, especialmente, quando Portugal está em observação permanente por parte de várias entidades externas, por um lado, e o PR em funções tem ainda tem um longo mandato pela  frente, com eleições autárquicas, europeias e legislativas pelo meio, onde, em caso de crise ou bloqueio político, será chamado a intervir, por outro.  

Percebe-se a sensatez do argumentário de MRS, o qual, todavia, a contrario, acabou por revelar quão «pungente» é a natureza da relação entre o PR e o País, depauperado que está o vínculo afectivo e de respeitabilidade entre o garante de soberania e os cidadãos, bem como o primeiro órgão de soberania e as funções que desmpenha perante os demais órgãos de soberania e instituições democráticas.

Numa frase, o apelo de MRS reconduz-nos à tal frase dos corrosivos tempos em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro com Mário Soares em Belém, segundo a qual era preciso «ajudar o Senhor Presidente da República a terminar o seu mandato com dignidade».

Mas o mais «cirúrgico-sensacional» da intervenção de MRS estava reservado para Durão Barroso. En passant, o Prof. aproveitou para chamar o actual Presidente da Comissão Europeia à liça, reservando-lhe a farpa que até aqui ainda não fora assumida em público, apesar do que se diz «à boca cheia», em privado:

Durão Barroso, que tem vários «núncios» em Lisboa, prepara a sua candidatura presidencial. Marcelo Rebelo de Sousa, sempiterno presidenciável, também, ele próprio, já apontado, decidiu ser altura de lançar Durão Barroso e, pela via da defesa de Cavaco Silva, e também do próprio Pedro Passos Coelho, opondo-se ao estrangeirado «candidato a candidato», como disse, lançou-se a si (e assim) mesmo. 

Há já algum tempo aventava-se aqui que, ao centro/direita, as movimentações para Belém estariam iminentes... nada de especialmente premonitório, para quem estívesse minimamente atento.

Agora, aquilo que mais nos impressiona é assistir ao timing do «tiro de partida» para a sucessão a Cavaco Silva/Presidente da República, quer como figura de referência para o centro/direita português, quer como Presidente de «Portugal inteiro», eleito e reeleito que foi, sempre na 1ª volta.

Aferindo pela pressa dos «sucessores» em colocarem-se na «linha de partida», afigura-se-nos, isso sim, uma disputa feroz (a procissão ainda nem vai no adro), a qual, será inevitável, acarretará consigo a tal reconfiguração do quadro político-partidário português, pela qual, de resto, começámos a propugnar em 2005. 

Na verdade, por este esboço, que vai ganhando contornos mais nítidos, como diz o Povo, «não há miséria que não traga fartura».
Deus queira que o adágio se confirme para lá dos «tiros», em toda a sua extensão.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Road to Cannes, 3-4 November 2011

Road to Cannes, 3-4 November 2011

Road To Nowhere
Talking Heads, music video

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Salta-pocinhas?


A notícia ainda não foi confirmada mas começou a ser difundida esta manhã pelo correspondente da CNN em Bruxelas, que aponta o português José Manuel Durão Barroso como provável candidato ao cargo de diretor-geral do FMI, até esta madrugada ocupado por Dominique Strauss-Kahn.

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira, rejeitou hoje comentar o nome de Durão Barroso para a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), avançado pela CNN, alegando tratar-se de especulações.

"O governo não faz comentários sobre especulações. Havendo uma proposta concreta o governo tomará uma posição", disse o secretário de Estado, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, hoje realizada.

Fonte: ExameExpresso, newsletter 19 Maio 2011

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Louvado seja...


- O Presidente da Comissão Europeia:
O "nosso" José Manuel Barroso, aparece no telejornal da noite, a dizer que a discussão em torno dos "direitos especiais" (parece que agora é assim que se diz) que o Governo de Portugal decidiu exercer na PT, para inviabilizar a compra da Vivo pela Telefónica, não é uma questão política mas eminentemente jurídica. Noutro telejornal, uma hora depois, é veiculada a notícia que a Telefónica estará disposta a negociar com a PT e que o Governo poderá dar luz verde a uma nova solução que seja encontrada. Louvado seja...



- O Presidente da República Portuguesa:
O Presidente de "Portugal inteiro", Cavaco Silva, em alegre campanha pelas Ilhas de Cabo Verde, com notáveis na comitiva, note-se, mais criancinhas, bandeirinhas, apelos à mobilização da comunidade portuguesa, e ainda algumas canções de embalar. Descobriu "o mar". Pois... realmente, "no rectângulo", a coisa não está muito propícia para encenações... estará mais para coligações? Resta saber se volta a Lisboa ou se prossegue para São Tomé e Príncipe. O tal coqueiro ainda deve lá estar. Louvado seja...



- O Presidente do principal Partido da oposição em Portugal:
O candidato a Primeiro-Ministro, Passos Coelho, em digressão por Madrid é digno de ser apreciado... desde querer vender tudo, passando por encontros imediatos com empresários espanhóis no meio da rua, a lições de macro-economia, com propostas estratégicas para os "mercados emergentes", é finantial business que consola a ver. Mariano Rajoy deve ter ficado mesmo impressionado com tanto jogo! Louvado seja...



- O jogo da Espanha:
O jogo entre a Alemanha e a Espanha. Para além de ter dado gosto ver a Selecção de Espanha fazer "um jogão" e ganhar "sem espinhas", chegando pela primeira vez à final de Campeonato do Mundo, este que aqui escreve (que torceu pela "Furia Roja"), para além do espectáculo que é ver a equipa dos nossos vizinhos em campo, encontra outro motivo para a importância simbólica de um País do Sul vergar a super-poderosa Alemaha:
Talvez assim a Senhora Merkel - e outros - percebam que a Europa é mais que o Benelux acoplado ao Eixo franco-alemão. Importa  não esquecer. 

Voltando ao jogo, não há pachorra é para os comentadores de serviço. 
Cada jogada, um comentário de sinal contrário. A opinião varia, minuto a minuto.
No Alemanha-Espanha era "a questão do erro". A teoria dos germânicos deixarem jogar a Espanha e apostarem "no erro". E isto foi durando, durando, até que a Espanha marcou e passou a ser uma equipa fantástica, com uma táctica extraordinária. Que "erro"!
Erro, só se do comentador da RTP1, irra! Louvado seja... 
      

domingo, 2 de maio de 2010

Grande Timoneiro


Barroso desvaloriza riscos de contágio da situação grega a Portugal
Hoje às 15:39Durão Barroso desvalorizou os riscos de contágio a Portugal da situação grega após as medidas de apoio anunciadas e saudou a determinação do governo português e o apoio dado pelo PSD.
TSF, 02.04.2010

Se ele diz... quem sabe nunca esquece...