terça-feira, 22 de outubro de 2013

Bem de raiz



Tal como fizemos notar, perpassou da "narrativa caprichosa" de José Sócrates um tom que, aquilatando pela linguagem, convocou, acrescentamos, a imagem patusca das repúblicas de Coimbra, onde citar autores, fuzilar generais, revelar conspirações, escrever sebentas e  descobrir parentelas, tudo serve para aquecer o caldo da conclusão que o poder é um efe-érre-á. E que no regresso, de Paris para cá, é permitido tratar todos abaixo de pá. Enfim, a tipicidade de um deslumbre pedante, que quando não desbastado aos 20 torna-se perigoso.

Pedro Santana Lopes, mordazmente visado por Sócrates, ontem à noite na CMTV teve ocasião para dar resposta e comentar a "entrevista" mais falada nos últimos dias em Portugal.

A palavra de PSL eleva-se e obtém vencimento naturalmente, como podemos ver:
 
Apenas uma nota.
 
Para lá da defesa da honra e da abordagem às questões políticas, onde arrumou o opróbrio e soprou a pluma, Pedro Santana Lopes demonstrou outra coisa, muito simples. Um bem de raiz.

Não há tese ou mestre que colha sem um pingo de humildade e uma colher de chá.