sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ventos sociais do nosso tempo

 

Depois das últimas décadas terem conhecido aceleradas mudanças aos níveis político, económico, financeiro, científico e tecnológico, sopram agora com força novos ventos nos planos social e cultural.
Estamos nesse tempo.

Após a queda do Muro, quando o Ocidente ficou extasiado de febre com o "triunfo" do capitalismo, o Papa João Paulo II logo chamou a atenção que não seria esse paradigma a ditar o modelo do fim da História.
Não foi, nem é. Não será.

Este gesto - que é "apenas" mais um de toda a "revelação" do "programa" do Papa Francisco - aponta para a Responsabilidade Solidária e o Bem Comum como o fim último de todas as acções humanas.
Mesmo aquela que é do foro individual, privado ou até mais íntimo.

É um erro incorrer no simplismo e na ligeireza de rotular o pontificado de Sua Santidade com a deficiência dos chavões e o plano inferior das ideologias. Como tem sido dito e repetido, a Igreja Católica não é uma ONG.
Temos o dever de testemunhar isso, enquanto cristãos, peregrinos na Fé.

Mas não virá mal, em particular no que toca à mensagem social, que faz eco, recordarmos aquela que foi a nossa primeira impressão, a 13 de Março do ano passado - no post Roma mais perto de Porto Alegre - q
uando o Papa Francisco apareceu e daquela varanda falou ao coração do Mundo.